UNIÃO PARA COMBATER A FOME EM SERGIPE


Sergipe completou um mês de isolamento social, e a união de forças das entidades e movimentos que trabalham mais próximos das pessoas em situação de vulnerabilidade social no Estado já rendeu aproximadamente de cerca cinco toneladas de alimentos, que foram distribuídos às famílias em periferias dos municípios de Umbaúba, Nossa Senhora do Socorro, São Cristóvão, Laranjeiras, Porto da Folha e na capital, Aracaju. Centenas de famílias de baixa renda tiveram o alimento diário garantido graças aos esforços dos voluntários e de pessoas de boa vontade que doaram gêneros alimentícios (e produtos de higiene e limpeza) nos pontos de arrecadação, ou realizaram um depósito bancário identificado na conta do Instituto Rahamim.

Apesar desse quantitativo, ainda não temos muito o que comemorar. Numerosas são as famílias que estão na mais completa miséria, sem ter o que oferecer aos seus filhos. O atraso do auxílio emergencial do Governo Federal vem provocando uma verdadeira crise de pânico entre os chefes de família que entram em contato conosco pedindo socorro, seja pelos telefones disponibilizados, pelas redes sociais ou na portaria de nossas instituições. Verônica Paiva, coordenadora da Cufa de Sergipe, e alguns voluntários ficaram chocados ao testemunhar uma mãe dando leite com ração de cachorro para o seu filho faminto, durante uma das entregas de cestas básicas numa invasão. “Tive que retornar para casa e respirar um pouco a fim de continuar nossa missão”, testemunhou a coordenadora.

Para Cristiano Lima, presidente do Instituto Rahamim, mesmo com o auxílio do governo saindo, é preciso continuar mobilizando empresários e pessoas de boa vontade e não deixar as doações caírem, considerando que muitas famílias não terão acesso a esse benefício, ou terão que esperar ainda vários dias para poder recebê-lo. “Já notamos uma queda muito grande nas arrecadações. E essa semana quase nada entrou na conta corrente. Quem pode ajudar, por mínimo que seja, não pode deixar de fazê-lo”. Ele ainda completou que as fotos das ações desenvolvidas podem ser conferidas nas redes sociais da Cufa de Sergipe, do próprio Instituto Rahamim e dos demais parceiros.

A Central Única das Favelas disponibilizou 650 cadastros da bolsa “Mães das Favelas” para Sergipe, dos quais o Instituto Rahamim inscreveu 75 mulheres do Complexo Santa Maria e 64 do município de Laranjeiras. Todas as 650 mães chefes de família, que não recebem o Bolsa Família, terão acesso mensalmente ao valor de R$ 120,00 para ajudar na alimentação de seus filhos.

Gratidão especial aos benfeitores que doaram pela conta da instituição, aos grupos que arrecadaram alimentos nos condomínios, ao Projeto Água para Todos, Supermercado Gonzaga, Assaí Atacadista Aracaju, J&M Camisas, Grupo Corrente do Bem, Posto Camilo, Regina Supermercado, Supermercado Coisa Boa, e a todos os voluntários e voluntárias que estão dedicando seu tempo na coleta, montagem e distribuição dos produtos. Sabemos que a pandemia não terminará agora. Por isso, precisamos unir cada vez mais a sociedade para enfrentarmos o vírus e todas as consequências dessa crise mundial.


*Parceiros responsáveis por essa campanha: Instituto Rahamim, Central Única das Favelas de Sergipe, Associação Sergipana de Hip Hop Aliados pelo Verso, Frente Nacional de Mulheres no Hip Hop de Sergipe, ASDECRAC - Associação Sergipana de Desenvolvimento Comunitário e Resgate da Cidadania (Umbaúba).


Posts Em Destaque
Posts Recentes
Arquivo
Procurar por tags
Nenhum tag.
Siga
  • Facebook Basic Square
  • Twitter Basic Square
  • Google+ Basic Square
  • Facebook
  • Instagram